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sexta-feira, 20 de maio de 2011

:::CARTA AO PRESIDENTE BUSH:::

Mia Couto

:::CARTA AO PRESIDENTE BUSH:::
Senhor Presidente:
Sou um escritor de uma nação pobre, um país que já esteve na vossa lista negra. Milhões de moçambicanos desconheciam que mal vos tínhamos feito. Éramos pequenos e pobres: que ameaça poderíamos constituir ? A nossa arma de destruição massiva estava, afinal, virada contra nós: era a fome e a miséria.
Alguns de nós estranharam o critério que levava a que o nosso nome fosse manchado enquanto outras nações beneficiavam da vossa simpatia. Por exemplo, o nosso vizinho - a África do Sul do apartheid - violava de forma flagrante os direitos humanos. Durante décadas fomos vítimas da agressão desse regime. Mas o apartheid mereceu da vossa parte uma atitude mais branda: o chamado "envolvimento positivo". O ANC esteve também na lista negra como uma "organização terrorista!". Estranho critério que levaria a que, anos mais tarde, os taliban e o próprio Bin Laden fossem chamadas de "freedom fighters" por estrategas norte-americanos.
Pois eu, pobre escritor de um pobre país, tive um sonho. Como Martin Luther King certa vez sonhou que a América era uma nação de todos os americanos. Pois sonhei que eu era não um homem mas um país. Sim, um país que não conseguia dormir. Porque vivia sobressaltado por terríveis factos. E esse temor fez com que proclamasse uma exigência. Uma exigência que tinha a ver consigo, Caro Presidente. E eu exigia que os Estados Unidos da América procedessem à eliminação do seu armamento de destruição massiva. Por razão desses terríveis perigos eu exigia mais: que inspectores das Nações Unidas fossem enviados para o vosso país. Que terríveis perigos me alertavam? Que receios o vosso país me inspirava ? Não eram produtos de sonho, infelizmente. Eram factos que alimentavam a minha desconfiança. A lista é tão grande que escolherei apenas alguns:
- Os Estados Unidos foram a única nação do mundo que lançou bombas atómicas sobre outras nações
- O seu país foi a única nação a ser condenada por "uso ilegítimo da força" pelo Tribunal Internacional de Justiça
- Forças americanas treinaram e armaram fundamentalistas islâmicos mais extremistas (incluindo o terrorista Bin Laden) a pretexto de derrubarem os invasores russos no Afeganistão.
- O regime de Saddam Hussein foi apoiado pelos EUA enquanto praticava as piores atrocidades contra os iraquianos (incluindo o gaseamento dos curdos em 1988)
- Como tantos outros dirigentes legítimos, o africano Patrice Lumumba foi assassinado com ajuda da CIA. Depois de preso e torturado e baleado na cabeça o seu corpo foi dissolvido em ácido clorídico.
- Como tantos outros fantoches, Mobutu Sese Seko foi por vossos agentes conduzido ao poder e concedeu facilidades especiais à espionagem americana: o quartel-general da CIA no Zaire tornou-se o maior em África. A ditadura brutal deste zairense não mereceu nenhum reparo dos EUA até que ele deixou de ser conveniente, em 1992
- A invasão de Timor Leste pelos militares indonésios mereceu o apoio dos EUA. Quando as atrocidades foram conhecidas, a resposta da Administração Clinton foi "o assunto é da responsabilidade do governo indonésio e não queremos retirar-lhe essa responsabilidade".
- O vosso país albergou criminosos como Emmanuel Constant um dos líderes mais sanguinários do Taiti cujas forças para-militares massacraram milhares de inocentes. Constant foi julgado à revelia e as novas autoridades solicitaram a sua extradição. O governo americano recusou o pedido.
- Em Agosto de 1998, a força aérea dos EUA bombardeou no Sudão uma fábrica de medicamentos, designada Al-Shifa. Um engano? Não, tratava-se de uma retaliação dos atentados bombistas de Nairobi e Dar-es-Saalam.
- Em Dezembro de 1987, os Estados Unidos foi o único país (junto com Israel) a votar contra uma moção de condenação ao terrorismo internacional. Mesmo assim a moção foi aprovada pelo voto de cento e cinquenta e três países.
- Em 1953, a CIA ajudou a preparar o golpe de Estado contra o Irão na sequência do qual milhares de comunistas do Tudeh foram massacrados. A lista de golpes preparados pela CIA é bem longa.
- Desde a Segunda Guerra Mundial os EUA bombardearam: a China (1945-46), a Coreia e a China (1950-53), a Guatemala (1954), a Indonésia (1958), Cuba (1959-1961), a Guatemala (1960), o Congo (1964), o Peru (1965), o Laos (1961-1973), o Vietname (1961-1973), o Camboja (1969-1970), a Guatemala (1967-1973), Granada (1983), Líbano (1983-1984), a Líbia (1986), Salvador (1980), a Nicarágua (1980), o Irão (1987), o Panamá (1989), o Iraque (1990-2001), o Kuwait (1991), a Somália (1993), a Bósnia (1994-95), o Sudão (1998), o Afeganistão (1998), a Jugoslávia (1999)
- Acções de terrorismo biológico e químico foram postas em pratica pelos EUA: o agente laranja e os desfolhantes no Vietname, o vírus da peste contra Cuba que durante anos devastou a produção suína naquele país.
- O Wall Street Journal publicou um relatório que anunciava que 500 000 crianças vietnamitas nasceram deformadas em consequência da guerra química das forças norte-americanas
Acordei do pesadelo do sono para o pesadelo da realidade. A guerra que o Senhor Presidente teimou em iniciar poderá libertar-nos de um ditador. Mas ficaremos todos mais pobres. Enfrentaremos maiores dificuldades nas nossas já precárias economias e teremos menos esperança num futuro governado pela razão e pela moral. Teremos menos fé na força reguladora das Nações Unidas e das convenções do direito internacional. Estaremos, enfim, mais sós e mais desamparados.
Senhor Presidente:
O Iraque não é Saddam. São 22 milhões de mães e filhos, e de homens que trabalham e sonham como fazem os comuns norte-americanos. Preocupamo-nos com os males do regime de Saddam Hussein que são reais. Mas esquece-se os horrores da primeira guerra do Golfo em que perderam a vida mais de 150 000 homens.
O que está destruindo massivamente os iraquianos não são armas de Saddam. São as sanções que conduziram a uma situação humanitária tão grave que dois coordenadores para ajuda das Nações Unidas (Dennis Halliday e Hans von Sponeck) pediram a demissão em protesto contra essas mesmas sanções. Explicando a razão da sua renúncia, Halliday escreveu: "Estamos destruindo toda uma sociedade. É tão simples e terrível como isso. E isso é ilegal e imoral". Esse sistema de sanções já levou à morte meio milhão de crianças iraquianas.
Mas a guerra contra o Iraque não está para começar. Já começou há muito tempo. Nas zonas de restrição áreea a Norte e Sul do Iraque acontecem continuamente bombardeamentos desde há 12 anos. Acredita-se que 500 iraquianos foram mortos desde 1999. O bombardeamento incluiu o uso massivo de urânio empobrecido (300 toneladas, ou seja 30 vezes mais do que o usado no Kosovo)
Livrar-nos-emos de Saddam. Mas continuaremos prisioneiros da lógica da guerra e da arrogância. Não quero que os meus filhos (nem os seus) vivam dominados pelo fantasma do medo. E que pensem que, para viverem tranquilos, precisam de construir uma fortaleza. E que só estarão seguros quando se tiver que gastar fortunas em armas. Como o seu país que despende 270 000 000 000 000 dólares (duzentos e setenta biliões de dólares). por ano para manter o arsenal de guerra. O senhor bem sabe o que essa soma poderia ajudar a mudar o destino miserável de milhões de seres.
O bispo americano Monsenhor Robert Bowan escreveu-lhe no final do ano passado uma carta intitulada "Porque é que o mundo odeia os EUA ?" O bispo da Igreja católica da Florida é um ex-combatente na guerra do Vietname. Ele sabe o que é a guerra e escreveu: "O senhor reclama que os EUA são alvo do terrorismo porque defendemos a democracia, a liberdade e os direitos humanos. Que absurdo, Sr. Presidente ! Somos alvos dos terroristas porque, na maior parte do mundo, o nosso governo defendeu a ditadura, a escravidão e a exploração humana. Somos alvos dos terroristas porque somos odiados. E somos odiados porque o nosso governo fez coisas odiosas. Em quantos países agentes do nosso governo depuseram lideres popularmente eleitos substituindo-os por ditadores militares, fantoches desejosos de vender o seu próprio povo às corporações norte-americanas multinacionais ? E o bispo conclui: O povo do Canadá desfruta de democracia, de liberdade e de direitos humanos, assim como o povo da Noruega e da Suécia. Alguma vez o senhor ouviu falar de ataques a embaixadas canadianas, norueguesas ou suecas ? Nós somos odiados não porque praticamos a democracia, a liberdade ou os direitos humanos. Somos odiados porque o nosso governo nega essas coisas ao povos dos países do Terceiro Mundo, cujos recursos são cobiçados pelas nossas multinacionais."
Senhor Presidente:
Sua Excelência parece não necessitar que uma instituição internacional legitime o seu direito de intervenção militar. Ao menos que possamos nós encontrar moral e verdade na sua argumentação. Eu e mais milhões de cidadãos não ficamos convencidos quando o vimos justificar a guerra. Nós preferíamos vê-lo assinar a Convenção de Kyoto para conter o efeito de estufa. Preferíamos tê-lo visto em Durban na Conferência Internacional contra o Racismo.
Não se preocupe, senhor Presidente. A nós, nações pequenas deste mundo, não nos passa pela cabeça exigir a vossa demissão por causa desse apoio que as vossas sucessivas administrações concederam apoio a não menos sucessivos ditadores. A maior ameaça que pesa sobre a América não são armamentos de outros. É o universo de mentira que se criou em redor dos vossos cidadãos. O maior perigo não é o regime de Saddam., nem nenhum outro regime. Mas o sentimento de superioridade que parece animar o seu governo. O seu inimigo principal não está fora. Está dentro dos EUA. Essa guerra só pode ser vencida pelos próprios americanos.
Eu gostaria de poder festejar o derrube de Saddam Hussein. E festejar com todos os americanos. Mas sem hipocrisia, sem argumentação para consumo de diminuídos mentais. Porque nós, caro Presidente Bush, nós, os povos dos países pequenos, temos uma arma de construção massiva: a capacidade de pensar.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Criança soldado

A UNICEF define “crianças soldados” como qualquer criança (do sexo feminino ou masculino), com menos de 18 anos que faça parte, em quaisquer condições, de qualquer espécie de grupo ou força armada, regular ou irregular. Isto inclui cozinheiros, carregadores, mensageiros e quem quer que acompanhe esses grupos em outra condição que não a de membro da família, mas não se limita a essas funções. Ela inclui meninas ou meninos recrutados para serviços sexuais forçados e/ou casamento forçado. Esta definição não se restringe às crianças armadas ou que tenham portado armas, porem existe outras definições mais simples para criança soldado como: criança-Soldado é a "profissão" de uma criança que luta em infantaria, enfim criança soldado e a definição das crianças que tiveram que abandonar a infância para lutar em um campo de batalha, ou vazer atividades ligadas as força militares.
Este tipo de organização existe e existiu em muitos pontos do mundo desde Serra Leoa ate Israel e Reino Unido, entretanto é vidente a presença de crianças em guerra na África, em que muitos países enfrentam a guerra civil.
A organização sediada nos Estados Unidos ”Human Rights Watch” revelou que a idade média da ”criança soldado” encontra-se entre os 13 e os 17 anos, mas algumas são jovens de oito ou nove anos.
Crianças são utilizadas como soldados em vários países asiáticos, em partes da América Latina, da Europa e do Oriente Médio, mas é na África que o problema é mais assustador. Calcula-se que haja no continente africano cerca de 100 mil crianças (algumas delas com apenas 9 anos) fazendo parte de conflitos armados. Em 2005, pelo menos 60 países continuavam recrutando crianças entre 16 e 17 anos para seus exércitos, em tempos de paz.
Estudo mostra que mais de meio milhão de crianças e adolescentes (menores de 18 anos) participam de forças armadas, forças paramilitares e forças não-estatais. Estima-se que de 250.000 a 300.000 dessas crianças soldados, algumas menores de 10 anos, estejam envolvidas em mais de 30 conflitos. Com efeito, estudos separados no sudeste da Ásia e na África Central determinaram a idade média das crianças soldados como pouco abaixo de 13 anos. Freqüentemente elas são “recrutadas” ou seqüestradas e, em seguida, manipuladas para participarem de uma violência brutal dirigida às vezes contra suas próprias comunidades e famílias. Tanto meninas quanto meninos são explorados para participarem de atos que freqüentemente não têm capacidade de compreender. É comum que das meninas sejam exigidos serviços sexuais, além dos de combate.
Um estudo realizado por especialistas belgas demonstra que estes jovens ficam com graves cicatrizes do foro psicológico. Os especialistas entrevistaram mais de trezentas antigas crianças soldado que foram capturadas pelo movimento rebelde do norte do Uganda, o Exército da Resistência do Senhor, quase todos dos jovens 97 por cento sofreu desordens traumáticas após terem servido uma média de dois anos. Os problemas eram tipicamente a persistência de pesadelos, problemas de sono e dificuldade de concentração.

Países com crianças soldados
*Afeganistão
* Butão
* Burundi
* República Centro-Africana
* Chade
* Colômbia
* Costa do Marfim
* República Democrática do Congo
* Índia
* Indonésia
* Iraque
* Israel/ Território Palestino Ocupado
* Líbano
* Mianmar
* Nepal
* Nigéria
* Paquistão
* Filipinas
* Somália
* Sri Lanka
* Sudão
* Tailândia
* Uganda
Fonte: Child Soldiers Global Report 2008, p. 24

Países onde crianças foram recrutadas e usadas por paramilitares, milícias, forças de defesa civil ou grupos armados, ligadas ou apoiadas pelo governo.
*Chade
* Colômbia
* Côte d’Ivoire
* DRC
* India
* Irão
* Libya
* Mianmar
* Peru
* Filipinas
* Sri Lanka
* Sudão
* Uganda
* Além deles, milhares de crianças e jovens receberam treinamento em competências paramilitares nas milícias do Zimbábue.
Fonte: Child Soldiers Global Report 2008, p.18

Governos que usaram crianças em conflitos armados entre abril de 2004 e outubro de 2007:

* Chade
* República Democrática do Congo (DRC)
* Israel
* Mianmar
* Somália
* Sudão e Sudão do Sul
* Uganda
* Iémen
* Além deles, o Reino Unido mobilizou menores de 18 anos para o Iraque, onde eles foram expostos a riscos e hostilidades.
Fonte: Child Soldiers Global Report 2008, p.16








Não podemos esquecer que existem crianças em situações semelha
nte às de guerra, elas estão em gangues, quadrilhas, organizações criminosas, elas participam de uma guerra muito comum em vários países “a guerra urbana”
“a guerra da criminalidade”, não é novidade nem uma saber que tem jovens menor de 18 anos envolvidos no narcotráfico no Rio de Janeiro, e muito menos de jovens integrantes de gangues em São Paulo, Los Angeles... um ponto para pensar de onde vem as armas, o material bélico para essas crianças, os países africanos não são grandes produtores de armas, essas armas não são caseiras em sua grande maioria, existem industrias pelo mundo que a guerra, aquece seu negocio, ou seja as industrias armamentistas, elas não se importam para que seus produtos vão ser usados, se crianças vão ter acesso se
importam unicamente com o lucro, essa e mais uma realidade capitalista.

Financiadores das atrocidades mundiais.



O período histórico considerado um dos mais violentos da humanidade e o período que corresponde era 1914 e 1945 o período das grandes guerras, com o fim das grandes guerras e da guerra fria o mundo se via livres dessas atrocidades, mas em pleno século XXI elas estão presentes no mundo, principalmente nos países africanos.
De acordo com o relatório 2005 do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), cerca 40 por cento dos conflitos que ocorrem no mundo atualmente, registram se na África, no mesmo relatório indica que 30 dos 53 países africanos estão nas ultimas colocações do IDH, a África e o continente mais infectado do mundo pela AIDS, no final do relatório fazia-se uma estimativa que os países que mais estão propensos a guerras civis são aqueles extremamente ricos em recursos naturais como ouro, diamante e petróleo, mas com uma população extremamente pobre.
Para entender as atrocidades que ocorrem na África devemos observar seu passado, a África vem sendo saqueada desde o mercantilismo no século XV ao século XVIII, que foi responsável pela a acumulação primitiva de capital que financiou a revolução industrial e conseqüentemente a implantação definitiva do capitalismo, depois já no imperialismo a África foi partilhada entre os europeus da mesma maneira que se partilha um bolo, o domínio europeu só deixou de existir sobre a África oficialmente após a 2 guerra mundial, quando o domínio deixou de existir oficialmente a África não era a mesma África antes do mercantilismo seu sistema tribal foi destruído ela não pode se desenvolver pois estava sendo saqueada pelos europeus.
Hoje a África e o continente mais pobre do mundo, muitas atrocidades ocorreram e ocorrem nesse continente, a Angola e um bom exemplo do que ocorreu e ocorre na África, quando a Angola alcançou a independência emergiu numa guerra civil que resultou em mais de 500.000 mortos, a guerra perdurou desde 1975 ate 2002, o país esta em trégua, a Angola como muitos outros países africanos esta na estimativa da PNUD países ricos em recursos naturais mas com a população pobre são propensos a guerras civis, a Angola tem a segunda maiores reservas de petróleo de África e das quartas maiores reservas de diamantes do mundo, todo essa riqueza serviu e serve para a compra de material bélico em quase 3 décadas de guerra, os compradores dessa matéria prima são os mesmos os grandes produtores de armas do mundo.
A Angola hoje esta em trégua como foi dito anteriormente o governo controla as reservas de petróleo e os rebeldes as de diamante, ambos usam os recursos para comprar armas e a população, bem a população tenta sobreviver em um país onde a estimativa de vida e de 40 anos.
Uma indagação é, por que os países europeus e os Estados Unidos não ajudam a África, a razão é simples eles continuam saqueando ela, aproveitam o caos de uma guerra civil para roubá-la foi assim no mercantilismo, foi assim no imperialismo.
No mercantilismo o negocio mais lucrativo que tinha era o trafico de escravos, hoje é a guerra civil, parte do relatório da PNUD diz que as relações comerciais entre países desenvolvidos e subdesenvolvidos e três vezes mais complicadas em que as relações entre os países desenvolvidos, mas não é isso que ocorre na África, os países desenvolvidos não fazem relações comerciais, simplesmente roubam, trocam riquezas por armas, riquezas que fora daquela realidade tem um valor muito mais alto, realmente é um negocio muito lucrativo, estudiosos indicam que para descobrir quem são os financiadores dessas guerras, segundo eles basta olha a origem das armas utilizadas, elas são de origem principalmente da Inglaterra e dos Estudos Unidos.
O sistema capitalista teve origem na acumulação de capital, que com sangue foi conseguida, e é com sangue que o sistema esta sendo mantido.
Acha-se que os africanos fazem atrocidades terríveis com seus semelhantes e porque ainda não se sabe o que os europeus e os americanos fizeram e ainda fazem com a África.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Pura como a areia branca.

Essa é a história da minha vida. Eu nasci em uma pobre aldeia no interior da Angola, eu e minha família sobrevivíamos da pesca e da agricultura de subsistência. A aldeia era muito pequena havia cerca de 20 famílias. As famílias geralmente eram numerosas, mas a minha era pequena. Ela era composta por apenas três pessoas eu, minha irmã Zairah e meu pai Zaki. Minha mãe chamava-se Jamila, entretanto, ela morreu quando eu tinha 8 anos, pouco soube de sua morte, a única coisa do que me lembro e de alguns comentários das velhas lavadeiras que afirmavam que minha mãe fugira para Luanda com um rebelde e fora morta logo quando eclodiu a guerra civil, mas meu pai nunca confirmou essa versão. Acho que ele sempre tentou proteger eu e minha irmã de algo que até hoje não sei o que era. Meu pai sempre foi meu herói éramos muito felizes, ele amava minha irmã e eu, ele era pescador trabalhava arduamente para não faltar o sustento em casa. Meu pai levava minha irmã e eu em suas costas por quase 2 quilômetros até uma escola da ONU, a única escola da região, levava e nos buscava em suas fortes e largas costas, no total ele andava cerca de 4 quilômetros por dia para que nós tivéssemos uma oportunidade. Ele se sacrificava por nós, meu pai sempre dizia que queria que nós estudássemos, pois assim poderíamos ter uma vida melhor, poderíamos ser uma professora ou até uma médica e cuidar dos doentes da aldeia, linda e efêmera ilusão que meu pai sonhara, ele idealizava um futuro para mim e minha irmã quase perfeito, contudo nem tudo ocorre como nós planejamos.
Até hoje me lembro daquela tarde, eu e minha irmã estávamos brincando na beira do mar quando escutamos um barulho estranho, parecia uma marcha de algum exercito, eu fiquei com medo abracei minha irmã, temia que fosse os rebeldes eu sabia do que eles eram capazes, fechei os olhos por um tempo e pensei "isso tudo é um sonho" abri os meus olhos quando senti alguém me levantando, era meu pai que agarrou eu e a Zairah em seus braços para levar até um local seguro. Ele colocou minha irmã e eu dentro de um barco na areia e cobriu com uma lona. Antes que ele fechasse a lona ele me olhou nos olhos, me abraçou e disse "papai lhe ama, não importa o que acontecer quando tiver uma oportunidade corra, corra e não olhe para trás, eu nunca queria que isso tivesse ocorrido, mas confie em mim tudo acabara bem, papai lhe ama". Ele me deu um abraço forte, lágrimas correram de seus olhos, eu nunca tinha visto meu pai chorar antes, e como um último sinal de afeto, como se ele soubesse o que iria acontecer me beijou na testa e disse "pode não ocorrer tudo bem hoje, podem ocorrer coisas ruins com você e sua irmã, mas um dia vai melhorar um dia eu sentirei orgulho de você não importa aonde eu esteja, existe algo superior a tudo isso e a nós, e mais uma coisa filha cuide de sua irmã por mim" essa foi a última vez que ele falou algo para mim. Ele abaixou a lona e saiu correndo para defender a aldeia.
Eu abracei a Zairah e tentei não chorar. Ela estava muito assustada com tudo, não sei quanto tempo passou até começarem os gritos e as súplicas, mas quando começaram eu ignorei apenas fiquei brincando com a areia no fundo do barco, uma areia branquinha, fina e pura. Não sei quanto tempo passei admirando aquela areia, até que escutei uma voz familiar. Era meu pai suplicando por sua vida, eu decidi olhar pelas frestas do barco, o vi apenas de joelhos na areia totalmente ensangüentado A fresta era pequena, então só dava para ver meu pai e duas pernas com uma calça de militar, vi meu pai ser agredido e cair no chão, vi o homem daquelas pernas abaixar-se e gritar com meu pai. Esse homem agarrou meu pai pela camisa, obrigou que meu herói ficasse de joelhos e cabeça baixa como um carneiro no matadouro, então eu decidi levantar minha cabeça e colocá-la um pouco para fora da lona, essa foi a ultima visão que eu tive do meu pai em vida, ele estava ajoelhado na areia quente de cabeça baixa enquanto aquele homem estava com um enorme terçado nas mãos preparando-se para ceifar a vida de meu pai, meus olhos arregalaram, lágrimas corriam, não apenas lágrimas em meus olhos, mas em minha alma. Não queria acreditar naquilo e com um único golpe meu herói teve a cabeça decepada. Sua cabeça rolou pela areia, seu sangue escorreu inundando a areia e manchando-la de sangue, meu coração também foi inundado e manchando, mas foi de tristeza, medo e angústia. Tais sentimentos o cauterizam por algum tempo, o cauterizaram para o amor. Eu senti uma imensa tristeza naquele momento, eu me abaixei e abracei minha irmã com toda a força, ela era muito pequena para entender. Ela era apenas uma inocente criança tinha apenas 5 anos, nova demais para entender o que estava ocorrendo. Enquanto eu a abraçava ela cochichou em meu ouvido "o papai esta bem? escutei uns gritos" eu falei " Zairah o papai..." dei uma pequena pausa para suspirar e engoli o choro e pensar em algo para dizer para minha irmã "...ele apenas esta brincando com uns amigos" essa foi a única resposta que veio em minha mente. A morte de meu pai é uma cena de minha vida que tentei esquecer, mas até hoje ao fechar de meus olhos vejo como se fosse ontem, todo o dia eu me lembro do sofrimento dele por mim, talvez se ele tivesse fugido antes de tentar me salvar e não tivesse tentado proteger a aldeia ele conseguiria se salva.
O tempo passou como uma eternidade dentro daquele barco, queria acordar do que achava ser um pesadelo. Não o sei tempo exato desde que meu pai fora morto até aquele monstro nos encontrar, podem ter sido alguns minutos, mas para mim uma menina de 11 anos pareceu uma eternidade. Um homem cujas mãos estavam sujas de sangue de inocentes, cujo o corpo apresentara diversas cicatrizes, cujo o rosto expressava um macabro e medonho sorriso arrancou a lona e disse "veja o que encontrei aqui dois diamantezinhos puros e inocentes" Eu puxei a Zairah e tentei correr, mas ele agarrou meu braço com força e disse " Aonde as mocinhas pensam que vão? Quero brincar um pouco com vocês" aquele brincar me soou de forma tão medonha eu já sabia o que ele queria e iria fazer, eu pensava que seria diferente, que seria com alguém que eu amasse, mas não. Naquela tarde de verão eu que fora uma areia branca, fina e pura como aquela do fundo do barco, me transformara em mais uma vitima daqueles loucos demônios devoradores de crianças, mulheres e homens tudo em troca de um punhado de prazer e diamantes.
Depois que ele sujou minha inocência me jogou com força contra uma árvore eu cai no chão em prantos enquanto aquele demônio possuía minha pobre e inocente irmã. Eu olhei para o chão e vi uma terra negra e pensei "antes eu era como aquela areia branca, agora sou essa negra e suja areia". Não me lembro de detalhes, mas segui o conselho do meu pai assim que ele largou minha irmã e juntou-se aos outros monstros da carnificina para empalar as cabeças degoladas, agarrei a Zairah e corri floresta a dentro, corri sem olhar para trás. Quando ele percebeu que estávamos fugindo disparou diversas vezes nem um dos projéteis me atingiu, entretanto minha pobre irmãzinha teve a vida ceifada naquele momento. Demorei um tempo para perceber que minha irmã fora alvejada nas costas e já perdera muito de seu precioso sangue, não havia nada que eu pudesse fazer, ela já estava morta, fria como a noite da Angola, sua cor negra viva cedera espaço para uma cor pálida, pálida de morte.
Naquele momento quis morrer, eu não consegui proteger minha irmã eu deveria cuidar dela, entretanto falhei, a vida não fazia sentindo. A promessa do meu pai pareceu que não iria se realizar estava tudo horrível achei a maior utopia do mundo o que meu pai idealizara. Eu pensava comigo, o que eu havia feito para merecer aquilo se eu respeitava meu pai, fazia tudo o que ele mandava, respeitava minha irmã, cuidava dela, por que eu deveria sofrer daquele jeito? Essa é uma pergunta para qual até hoje eu não tenho resposta.
Não me lembro como cheguei até o campo de refugiados talvez tenha isolado essa lembrança em minha mente pelas cenas que vi pelo caminho, mas o que importa é que no acampamento fui acolhida e depois de um mês fui mandada para um orfanato para órfãos de guerra. No orfanato criei algumas amizades como a Zãiba uma adolescente de 15 anos que vivenciou a mesma agressão que eu. Nós conversávamos muito, principalmente sobre a posição da mulher na sociedade africana, um mero objeto de prazer efêmero, nós não nos conformamos com essa situação de fragilidade na qual estávamos inseridas, não apenas no contexto africano, mas no mundo. Eu me revoltava com a ideia que nós mulheres apenas éramos um objeto de prazer e geradoras de filhos, não aceitava e não aceito uma sociedade dividida por sexo, qual a diferença além da anatômica de um homem para uma mulher? Ambos não sentem dor, sofrimento, angústia, medo e amor? Eis um sentimento que por muito tempo eu não tive até o dia que as coisas começaram a mudar.
Em uma tarde de verão igual a aquela na qual minha vida mudou, ela novamente mudaria. Um casal de missionários cristãos estava no orfanato para adotar uma criança, eles se apaixonaram por mim e por minha história desde o primeiro momento e me adotaram. No dia de minha despedida a Zãiba me abraçou e disse que estava muito feliz por mim e esperava a hora de ela ser adotada também, nunca mais vi a Zãiba, dizem que ela fugiu do orfanato e virou uma garota de programa em uma casa noturna de Luanda. Não queria esse fim para uma das poucas pessoas que me escutaram e me amaram.
Fui levada para Europa, aquele casal me tratou como se fosse uma filha de sangue, naquele momento recebi minha segunda família, a primeira fora ceifada por monstros, essa nova está ao meu lado até hoje. Eu passei a estudar nos melhores colégios, fiz medicina e em minha formatura lembrei-me de meu pai que dissera que um dia tudo iria melhorar, eis que eu agora era médica como ele dissera, creio que onde estivesse sentiu-se muito orgulhoso de meu ganho, às vezes algumas utopias tornam-se reais.
Passei a viver minha vida normalmente como qualquer garota na lira de seus 25 anos até que um dia passei mal e fui levada às pressas para um hospital, fizeram diversos exames entre eles o exame ELISA. O diagnóstico por mais duro e cruel que tenha sido chegou em minhas mãos, eu era médica sabia muito bem o que aquela frase significava: soropositivo para HIV, eu adquirir SIDA ou AIDS, o monstro que destruiu minha vida deixou muito que apenas marcas e ferimentos emocionais, ele me condenara a uma vida de enfermidade.
Foi muito difícil aceitar o meu diagnóstico, mas minha segunda família estava lá, me apoiando graças a ela superei e consegui conviver com a doença que até hoje me mata. Pouco tempo depois do diagnóstico fui convidada para trabalhar em um dos melhores hospitais da Holanda. Eis que um dia, o vi e desde o primeiro instante me apaixonei, ele era um cirurgião geral muito inteligente, bonito, educado e simpático. Eu era uma pediatra tentava de toda a força me aproximar dele. Demorei cerca de três meses para alcançar seu coração, mas quando alcancei nos amamos intensamente, ele era perfeito, inteligente, educado, gentil eu sonhara que ele um dia fosse meu marido pai de meus filhos. Nós viajávamos juntos diversas vezes, jantávamos e inúmeras vezes ele afirmou que me amava e não conseguiria viver sem mim, ele afirmava que poderia acontecer tudo que ele sempre continuaria ao meu lado, eu o amava. Ele era o homem de meus sonhos, mas como sempre os sonhos acabam.
O meu sonho acabou quando eu disse a ele sobre minha história e a minha doença. Não pensava que ele teria aquela reação. Eu em minha ingenuidade pensava que o homem que eu idealizara iria compreender, mas não. Tratou-me com repúdio disse que eu era a mais imunda mulher da face da Terra que eu deveria ter morrido naquela tarde, ele com aquelas palavras feriu-me tão profundamente, que se tornara um segundo abuso. Não um abuso físico, mas emocional. Não o culpo totalmente ele é filho de uma sociedade machista e prepotente a qual vive pela aparência e não pela essência, talvez ele até me amasse eu o amava, entretanto, a sociedade não aceitaria eu como nora, talvez ele pensasse no futuro o que todos iam dizer então ele preferiu torna-se um covarde do que assumi um dito problema, aparências apenas disso aparentemente que a humanidade vive. Ele não foi o último nem o primeiro que me discriminou pela minha história e doença, mas não esperava isso dele.
Naquele dia quando cheguei em casa sentei em minha cama e pus-me aos prantos, chorei pelos olhos e pela alma, pensei no mal que homens me fizeram primeiro o monstro da Angola o segundo aquele Dr. dilacerador de corações, eu pensei nas palavras dele, aparentemente ele tinha razão eu era uma areia imunda e manchada, eu não me considerava pura, minha inocência foi tirada aos 11 anos, mais tarde senti repúdio de tal pensamento que por mais que efêmero que fosse quase me custou a vida. Naquele momento eu criara ódio de todos os homens da face da Terra. Respirei fundo e decidi desisti. Peguei o lençol em cima da minha cama subi na mesa, amarrei o lençol no lustre depois passei duas voltas em meu pescoço e dei um nó, respirei fundo fechei os olhos pensei em tudo. Lágrimas corriam feito rios, minha alma transbordava de tristeza eu tinha um nó na garganta, engelhei o rosto segurei a respiração e então pulei da mesa, eu queria fugir desse mundo imperfeito que me discriminava por ser negra, mulher e portadora de HIV. Passei alguns segundos pendurada e então o lustre quebrou-se.
Cai no chão com uma força bruta, minha cabeça ecoava de dor. Eu estava toda ensangüentada, os cristais rasgaram minha pele negra. Em pouco tempo meus segundos pais chegaram e viram meu sangue e minhas lágrimas, eles se desesperaram me tiraram de lá, meu segundo pai me agarrou em seus braços e desceu dois lances de escada, naquele momento lembrei-me de meu primeiro pai o qual acreditou em mim e andava todo o dia 4 quilômetros para me levar até a escola e percebi o quanto fui idiota. Meu pai se sacrificou até o último suspiro por mim semelhante a Cristo naquela rude cruz e eu desprezei todo o amor em mim investido eu rejeitei o amor de três pais. Meu pai levou-me até o seu carro colocou-me no banco de trás e aflito me levou ao hospital, enquanto estava vendo meu pai chorando repensei no ódio que acabara de criar dos homens realmente dois homens me fizeram muito mal, mas em contra partida outros dois foram tudo em minha vida.
Após os curativos uma psicóloga veio conversar comigo eu estava envergonhada, conversei um bom tempo e aquela conversa mudou minha vida. Decidi deixar de ser uma vitima calada sem voz nesse mundo cruel, decidi que era a hora de agir, de gritar, protestar, mostrar ao mundo o tratamento que suas mulheres estavam recebendo. Comecei escrevendo em um blog escrevia artigos de cunho critico denunciando o que ocorria no mundo, da violência física, sexual e emocional que as mulheres sofriam, no início pensei apenas nas mulheres depois percebi que não eram apenas elas que sofriam, mas também as crianças, os velhos, os pobres, os famintos, os homens. O mundo estava sofrendo e eu apenas me importava com um gênero, não estava eu criando mais muros? Nesse momento decidi lutar pelos desfavorecidos, pelos excluídos, não importando o sexo, a cor e a classe social. Eu virara naquele momento uma cidadã do mundo alguém que queria um mundo mais justo e igual.
Juntei recursos e criei uma Ong a o nome dela é defesa da vida, uma defesa não apenas para as mulheres ou homens, mas sim para todos, é impossível criar uma sociedade igualitária se criarmos muros de divisão, não devemos deixar que a condição social, o gênero, uma diferença racial ou até mesmo uma enfermidade vire muros para dividi o homem, não o homem no sentido do Homo Sapiens do sexo masculino, mas a humanidade como um todo. Todos nós sentimos as mesmas coisas medo, tristeza, alegria, fé, esperança, felicidade e AMOR. Esse último demorei um tempo para redescobri, todos nós sofremos, sorrimos e amamos, não importa se somos homens ou mulheres, brancos, negros, asiáticos, índios, se somos favorecidos pelo sistema vigente ou não todos nós somos pessoas devemos nos tratar como tal. Devemos amar uns aos outros, eu tenho uma crença particular e não irei deixar de amar quem não compartilha dela, mas minha crença é essa, eu sou cristã acredito no amor genuíno de Deus por nós e acredito que devemos amar as pessoas não importa as diferenças.
Um dia chegando em casa vi meu antigo namorado com uma menina de no máximo 20 anos ela devia ser tudo o que a sociedade queria era bonita, branca e possuía um certo grau de educação seria a nora perfeita, eu fique olhando para os dois ele percebeu e com um olhar de desprezo virou-se e beijou sua nova namorada, tal ação feriu-me não porque eu ainda o amasse, mas sim porque ele novamente tratou-me com repúdio e desprezo fechei a porta com força e sentei na escada, coloquei as mãos sobre a cabeça, chorei um pouco, depois abaixei as mãos encostei-me na parede e comecei a pensar, pensei em tudo e cheguei a uma conclusão, eu era pura como aquela areia branca do fundo daquele barco eu não estava manchada, não foi por minha vontade, por meu consentimento, foram as circunstância eu não era culpada e deveria de uma vez por todas parar de me culpar, senti naquele momento como se eu retira-se um enorme peso de meus ombros.
Hoje estou aqui contando para vocês nessa conferência internacional em defesa da mulher a minha luta a minha história, mas acho que essa conferência deveria ter outro nome, conferência internacional em defesa do ser humano não importando a raça, o gênero e a condição social, se nós mulheres queremos criar uma sociedade igualitária sem distinções de gênero devemos derrubar todas as barreiras ainda pendentes. Para finalizar quero citar duas frases a primeira é de Martin Luher King '' ... Aprendemos a voar como pássaros e a nadar como peixes, mas não aprendemos a conviver como irmãos .. '', nela podemos perceber que a humanidade conseguiu aprender os mistérios da natureza entre tanto não consegue amar o próximo, a segunda frase é de Bob Marley "Não preciso ter ambições. Só tem uma coisa que eu quero muito: que a humanidade viva unida... negros e brancos todos juntos." .Eu gostaria de ampliá-la, eu sonho com um mundo aonde todas as mulheres e homens não importando se são cristãos, judeus, mulçumanos, ateus, negros, brancos, pardos, asiáticos, índios vivam em união e harmonia... ou seja a humanidade viva unida, podem chamar isso de utopia, mas eu achava utopia que eu um dia chegaria aonde eu cheguei.